sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Blumenau: quanto mais desmatar, mais vai inundar

Germano Woehl Junior

A área da bacia hidrográfica do rio Itajaí é de 15.000 km² e abrange 47 municípios catarinenses. Em linha reta, a nascente fica a 160 km de distância de Blumenau, em Papanduva (SC). Toda a água drenada nesta imensa área da bacia hidrográfica passa por Blumenau e Itajaí um pouco antes de ser despejada no Oceano Atlântico. Portanto, devido à localização e a imensa bacia hidrográfica situada em uma região com elevado índice pluviométrico, qualquer chuva forte causa problemas nestas cidades.

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Catarinense, doutor em física pela UNICAMP, pesquisador titular do Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos (SP) e nas horas vagas se dedica na defesa da Mata Atlântica através do Instituto Rã-bugio.

Mesmo que seja sancionada ainda este ano, a lei que institui o novo Código Florestal poderá entrar em vigor apenas em cinco anos. Tudo isso porque o governo federal tem um ano para acriação do Cadastro Rural Ambiental  (CRA) e esse prazo pode ser prorrogado em mais um ano. Depois de criado, os agricultores têm mais um ano para se inscrever no cadastro, sendo que o período pode ser aumentado em mais um ano. Depois de cadastrados, cabe ao governo analisar cada adesão para, então, convocar os produtores a assinar o compromisso, passo que deve levar outro ano.
Porém, antes disso acontecer, o projeto deverá ser regulamentado na forma de lei. O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Assuero Doca Veronez, diz que é possível entender que o agricultor brasileiro terá maior segurança jurídica, depois dos debates com a sociedade, na Câmara dos Deputados e no Senado.
Fonte;
Ele ainda diz que será investido cerca de R$1 bilhão em três satélites de fiscalização, mostrando que a nova lei será mais dura e trará maior punição para o agricultor que desmatar de maneira irregular. Veronez, no entanto, acha que a Amazônia é quem mais perde com o novo Código Florestal.
Para o presidente da Comissão de Meio Ambiente da CNA, a Amazônia ficará com uma grande quantidade de florestas, mas isso não trará nenhum resultado financeiro para os moradores da região. Veronez acredita que a região deverá sofrer com a falta de desenvolvimento nos próximos anos.

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