Osni Valfredo Wagner Profesor de Socilogia e mestrando em Desenvolvimento Regional - FURB.
Não basta sugerir aos pais que cuidem de seus filhos, caso contrário os traficantes é que farão. A mensagem colocada em placas em frente de escolas municipais tem dois efeitos de interpretação, uma das interpretações é a dos pais e as outras interpretações sã a dos alunos.
Em vez de se resolver o problema simplesmente se lava as mãos, poderia se trabalhar com inteligência informando a polícia quem são esses traficantes, ou a própria polícia poderia identificar essas questões para orintar nesse sentido de prevenção.
Na realidade o problema é da sociedade que está podre e não apenas da família como acontecia até inicio do século XX, em tempos que existia algum tipo de controle ideológico por parte da família, religião e a escola.
Aos poucos foi se perdendo com as transformações da sociedade, a fragmentação das relações tornando-se cada vez mais complexas, necessitando de estudos cada vez mais detalhados.
O texto de Márcio Ferrari (2011) sobre a Disciplina e modernidade faz uma comparação entre Foucault e Veiga-Neto sobre a pedagoagia:
Foucault concluiu, no entanto, que a concepção do homem como objeto foi necessária na emergência e manutenção da Idade Moderna, porque dá às instituições a possibilidade de modificar o corpo e a mente. Entre essas instituições se inclui a educação. O conceito definidor da modernidade, segundo o francês, a disciplina – um instrumento de dominação e controle destinado a suprimir ou domesticar os comportamentos divergentes. Portanto, ao mesmo tempo que o iluminismo consolidou um grande número de instituições de assistência e proteção aos cidadãos – como família, hospitais, prisões e escolas –, também inseriu nelas mecanismos que os controlam e os mantêm na iminência da punição. Esses mecanismos formariam o que Focault chamou de tecnologia política, com poderes de manejar espaço, tempo e registro de informações – tendo como elemento unificador a hierarquia. “As sociedades modernas não são disciplinadas, mas disciplinares: o que não significa que todos nós estejamos igual e irremediavelmente presos às disciplinas”, diz Veiga-Neto (FERRARI, 2011)..
O institucional em crise precisa-se reavaliar o papel dessas tecnologias políticas, se podemos dizer que saber é poder, como estão resolver essa questão a onde está de fato o poder e como esse conhecimento está constituído¿
O filósofo não acreditava que a dominação e o poder sejam originários de uma única fonte – como o Estado ou as classes dominantes –, mas que são exercidos em várias direções, cotidianamente, em escala múltipla (um de seus livros se intitula Microfísica do Poder). Esse exercício também não era necessariamente opressor, podendo estar a serviço, por exemplo, da criação. Foucault via na dinâmica entre diversas instituições e idéias uma teia complexa, em que não se pode falar do conhecimento como causa ou efeito de outros fenômenos. Para dar conta dessa complexidade, o pensador criou o conceito de poder-conhecimento. Segundo ele, não há relação de poder que não seja acompanhada da criação de saber e vice-versa. “Com base nesse entendimento, podemos agir produtivamente contra aquilo que não queremos ser e ensaiar novas maneiras de organizar o mundo em que vivemos”, explica Veiga-Neto (FERRARI, 2011).
Entender o que Michel Foucault apresenta como pista, de criação que ele chama de complexa do conhecimento como causa ou efeito, e chega no poder-conhecimento.
Fonte:
FERRARI, Márcio, PEDAGOGIA Michel Foucault, 01/07/2011 http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/michel-foucault-307907.shtml

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